terça-feira, 31 de agosto de 2010

Qualificação de Doutorado

Dia 01/09
10:00 hs
Laboratório de Geocronologia

Qualificação do Doutorado
Candidato; Lucas Moreira

Inversão conjunta de função do receptor e dispersão de ondas superficiais para modelagem da litosfera


Banca: Prof. Marcelo Rocha
Prof. Reinhardt Fuck
Profa. Mônica Von Huelsen
Prof. Jose Eduardo Soares
Prof. George Sand França (orientador)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Chinês cria cama à prova de terremotos

Fonte: terra

Um aposentado chinês criou um novo design de cama que, em caso de terremoto, automaticamente se transforma em uma espécie de bunker e protege quem estiver nela de sofrer suas consequências. Nesta quarta-feira, a invenção tornou-se uma patente nacional.

O objeto, composto por módulos, incluindo armários em cada ponta e uma placa móvel (com rolamentos) com capacidade para suportar cargas elevadas, pode ser usado normalmente para dormir e armazenar objetos. No caso de um terremoto, suas partes se combinam de maneira a formar um abrigo, envolvendo e protegendo seu usuário, explica o site do jornal China Daily.

Elementos para suprir as necessidades básicas para a sobrevivência humana, como água potável e comida enlatada e outros equipamentos, como um megafone e um martelo, podem ser guardados em seus armários, como prevenção. Eles podem ser úteis para ajudar as pessoas a sobreviver por vários dias, até serem resgatadas, diz Wang.

O aposentado de 66 anos conta que vivenciou os terremotos de Xingtai e Tangshan, o que garantiu conhecimentos sobre tais desastres naturais, frequentes em seu país.

Cerca de 70 mil pessoas morreram na região de Wenchuan, província de Sichuan, sudoeste da China, em maio de 2008, quando um terremoto com magnitude 8 atingiu a região. Já em abril deste ano, um terremoto de magnitude 6,9 deixou outros 2.700 mortos em Yushu, uma região no noroeste da província de Qinghai.

Desde que Wang se aposentou de seu trabalho em um instituto local de artes industriais, mostrou bastante interesse por invenções e criações, conta o site Daily Chilli. O designer acredita que sua cama "salva-vidas" é útil principalmente para prédios baixos, feitos em tijolo e concreto, e bangalôs chineses. Esta é sua sexta invenção patenteada, incluindo uma máscara de soldagem automática e um freio de emergência para veículos.

O aposentado deveria ter criado um sistema de rádio-amador para a cama, para ser possível chamar por socorro em caso do inevitável ocorrer, opina ainda o site Geeky-gadgets. A equipe da Geek também sentiu falta da existência de um banheiro, em caso de outros tipos de emergência.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Tsunami foi causado por três terremotos consecutivos


Terremotos escondidos 

O grande terremoto que provocou um tsunami responsável pela morte de 192 pessoas em Samoa, em setembro de 2009, não foi um, mas três.

Segundo pesquisa publicada na edição desta quinta-feira da revista Nature, as ilhas da Polinésia foram atingidas por um golpe triplo.

O terremoto de magnitude 8,1 na escala Richter, que foi detectado, escondeu outros dois, quase tão fortes quanto o primeiro.

Os outros terremotos, de acordo com Keith Koper, da Universidade de Utah, e colegas, foram disparados pelo primeiro, tendo ocorrido dois minutos depois e atingido 7,8 pontos na escala Richter.

"Achávamos que fosse apenas um terremoto. Mas, ao analisar os dados registrados do evento, verificamos que foram três grandes terremotos. Os dois que ficaram escondidos pelo primeiro foram responsáveis por parte dos danos e das gigantescas ondas", disse Koper. 

Liberação de energia 

Em termos de liberação de energia, segundo o estudo, os dois terremotos de 7,8 pontos somados representaram a energia liberada por um terremoto de magnitude 8. Ou seja, estiveram longe de ser apenas os tradicionais choques posteriores a um grande evento sismológico.

O terremoto triplo gerou ondas com alturas variadas dependendo da área atingida, mas que em alguns pontos chegaram a quase 15 metros acima do nível do mar.

"Os três contribuíram para o tsunami, principalmente os dois seguintes", disse Koper. Os terremotos tiveram origem entre 14 e 19 quilômetros de profundidade. O primeiro durou 80 segundos. O segundo começou entre 49 e 89 segundos e, o terceiro, de 90 a 130 segundos após o primeiro.

Os cientistas decidiram investigar o fenômeno que provocou o tsunami em Samoa após a identificação de inconsistências nos sismogramas. "Simplesmente não conseguimos entender como um terremoto poderia produzir tais leituras. Sabíamos que havia algo de estranho, mas levamos meses para descobrir o que era", disse Koper.

(Fonte: Inovação Tecnológica - 19/08/2010).

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Tremor antigo

Arqueólogos descobrem templo filisteu na cidade natal de Golias

Além da descoberta do templo, a equipe também encontrou provas de um grande terremoto do século 8 a.C




Arqueólogos descobriram recentemente em Israel um templo filisteu no local onde teria sido a cidade natal do gigante guerreiro Golias. Este é o primeiro templo filisteu encontrado em Gate.

As ruínas do templo estão localizadas na antiga cidade de Gate e remonta ao século 10 aC, de acordo com o prof. Aren Maeir de Martin, do departamento de terras de Israel e de estudos de arqueologia da Universidade Bar Illan. O templo descoberto tem uma imagem arquitetônica semelhante ao descrito na história bíblica de Sansão, que derrubou o templo filisteu de Dagon.

Além da descoberta do templo, a equipe também encontrou provas de um grande terremoto do século 8 aC, que poderia ser o terremoto mencionado nos livros de Isaías e Amós. "Se os sismólogos estiverem certos, 8 graus na escala Richter teriam nivelado uma grande cidade. A intensidade da energia necessária para mover as paredes parecem ter sido de algo muito poderoso”, disse Maeir.

"O que temos aqui é uma forte evidência de um terremoto dramático, um evento natural, que deixou uma impressão muito significativa sobre os profetas bíblicos do tempo.

Maeir e sua equipe internacional descobriram na antiga ruína do templo montagens de Tel Tzafit National Park, na planície costeira do sul.


Fonte: Christian Post

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

7.1 M - Equador

Sentido no Brasil - Acre, Rondônia

Dia e horário - 12/08/2010 11:54:14 UTC
Localização - 1.275S 77.374W
Profundidade - 211 km
Distancias

* 145 km E de Ambato, Equador
* 175 km SE de QUITO, Equador

Estações Brasileiras

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Belo Trabalho do Zoback

Earthquakes: Climate and intraplate shocks

Journal name: Nature
Volume: 466,
Pages:568–569
Date published:(29 July 2010)
DOI:doi:10.1038/466568a


The heartland of the United States lies within a tectonic plate, certain regions of which have experienced large and geologically recent earthquakes. Explanations for those events are still being sought.

Leia o artigo completo clicando aqui
Published online

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

New theory of why midcontinent faults produce earthquakes.

WEST LAFAYETTE, Ind. -- A new theory developed at Purdue University may solve the mystery of why the New Madrid fault, which lies in the middle of the continent and not along a tectonic plate boundary, produces large earthquakes such as the ones that shook the eastern United States in 1811 and 1812.

The theory suggests that the energy necessary to produce the magnitude 7-7.5 earthquakes came from stored stress built up in the Earth's crust long ago. Rapid erosion from the Mississippi River at the end of the last ice age reduced forces that had kept the New Madrid fault from slipping and triggered the temblors.

Eric Calais, the Purdue professor of earth and atmospheric sciences who led the study, said the theory is the first to explain how a fault could have had large earthquakes in the recent past but today show no signs of accumulating the forces needed to produce another earthquake.

"We understand why earthquakes happen at the contact between tectonic plates, like in California, but it has always been a puzzle as to why earthquakes occur in the middle of the continent as well, and with no visible surface deformation," Calais said. "Our theory links an external climate-driven process, the melting of the ice sheet, and earthquakes."

Calais and others have analyzed the fault for more than 10 years using global position system measurements to capture movements of the Earth's surface that represent a buildup of energy and have traditionally been used to evaluate the potential for an earthquake. As the data was collected, it became evident that such motion was not occurring along the New Madrid fault.

Andrew Freed, co-author of the paper and an associate professor of earth and atmospheric sciences at Purdue, said with no discernable motions at the surface to explain how the requisite crustal stresses could have built up in this area, these stresses must be left over from past tectonic processes that are no longer active.

"The only way to reconcile the fact that this part of the continent is not deforming but is producing earthquakes is for the stresses to have built up long ago, " Freed said. "Old geologic processes, such as the opening of the Atlantic and the uplift of the Rocky Mountains, may have squeezed the Midwest. The resulting stress remained stored for millions of years until uplift associated with the Mississippi erosion event led to the unclamping of old faults lying beneath."

If this area of the North American continent is preloaded with the stress that can lead to earthquakes, it will be difficult to assess earthquake risk in the region.

The fault segments that ruptured are unlikely to have future earthquakes as there is no current means to reload them, but there remains a risk that other faults in the region could experience large earthquakes in the future, Calais said.

"Unfortunately, this stored stress is invisible to us, and the usual methods of measuring strain and deformation to evaluate a spot's potential for an earthquake may not apply to this region," Calais said. "Under these conditions, once an earthquake occurs on a given fault, it's done; but this also means that other faults in the region that appear quiet today may still be triggered."

Details of the team's work, which was supported by a grant from the U.S. Geological Survey, appear in a paper in the current issue of Nature.

For a period from 16,000 to 10,000 years ago as the ice sheet melted, it steadily rushed water down the Mississippi River. As the river flowed, it washed away sediments and removed weight pressing down on the Earth's crust. With this relatively rapid removal of weight, the crust rebounded and bulged slightly up from its previous position. This slight arching caused the top layers of the Earth's crust to be stretched and the bottom layers to be compacted, exerting forces on the preexisting faults sufficient to trigger the earthquakes that began more than 3,000 years ago in the New Madrid region, culminating with the 1811-1812 events, Calais said.

More data needs to be collected to see whether this mechanism applies to similar seismic zones in the world, he said.

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Additional paper co-authors include Roy Van Arsdale of the University of Memphis and Seth Stein of Northwestern University.

Writer: Elizabeth K. Gardner, 765-494-2081, ekgardner@purdue.edu

sexta-feira, 30 de julho de 2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010

terça-feira, 27 de julho de 2010

Filme sobre terremoto de Tangshan bate recorde de bilheteria na China

filme "Abalo Secundário" ("Aftershock"), sobre o terremoto de 1976 em Tangshan, arrecadou mais de 160 milhões de yuans (US$ 23,5 milhões) em bilheteria desde sua estreia em 22 de julho na China, informou hoje a Administração Geral de Rádio, Cinema e Televisão do Estado.

A cifra não inclui a receita nas salas IMAX. Esta é a primeira produção chinesa em IMAX.

O filme arrecadou mais de 100 milhões de yuans nos três primeiros dias de exibição, quebrando o recorde que anteriormente pertencia ao filme "A Fundação da República".

"Abalo Secundário" bateu o recorde bilheteria no seu primeiro dia de exibição, quando arrecadou 36,2 milhões de yuans, o melhor registro da bilheteria chinesa na estreia de uma produção nacional.

O diretor do filme, Feng Xiaogang, um dos diretores comerciais de maior sucesso na China, disse hoje em uma entrevista à Shinchua que a bilheteria do filme está perto do que ele esperava e que não haverá problema em arrecadar de 350 a 400 milhões durante as primeiras duas semanas.

"Abalo Secundário" conta a história de uma mãe que passa 30 anos procurando a filha desaparecida no terremoto.

O terremoto de Tangshan matou mais de 240 mil pessoas.

fonte:fri online

sexta-feira, 23 de julho de 2010

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Frase do Dia

Politicians and diapers have one thing in common. They should both be changed regularly and for the same reason.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Barragens!

Como o Observatório Sismológico é orgão que monitorar grandes barragens seguem dois livros enviados pelo CBDB- Comitê Brasileiro de Barragens, através do Rogério Menescal (ANA)

livros sejam divulgados para o público em geral, especialmente nas Universidades.


DAMS AND THE WORLDS WATER - traducao.pdf ( 11mb)
http://www.cbdb.org.br/publicacoes/DAMS_AND_THE_WORLDS_WATER_traducao.pdf


ICOLD 80 YEARS - traducao.pdf (7Mb)
http://www.cbdb.org.br/publicacoes/ICOLD_80_YEARS_traducao.pdf
__________________________

CBDB- Comitê Brasileiro de Barragens
Tel.: + 55 (21) 2528-5320 / 5162 / Fax: 5959
E-mail: cbdb@cbdb.org.br
Visite nosso site: http://www.cbdb.org.br

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Magnitude 6.5 - BIO-BIO, CHILE

Magnitude 6.5
Dia-horário - 14 de julho de 2010 as 08:32:22 UTC
Localização 38.002°S, 73.282°W
Depth 28.4 km
Distancias
55 km SE de Lebu, Bio-Bio, Chile
100 km NW de Temuco, Araucania, Chile

Dados da estação de SAML (Samuel, Brasil)

úlitmo registro 14/07/10 12:48 GMT

This page is URL: http://aslwww.cr.usgs.gov/Seismic_Data/telemetry_data/SAML_24hr.html

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Papel de parede protege casas contra terremotos

Engenheiros alemães desenvolveram um papel de parede capaz de evitar que casas e edifícios desabem durante os terremotos. 

Fibras elásticas 

Batizado de "compósito sísmico inteligente", o papel de parede foi projetado por pesquisadores do Instituto de Tecnologia Karlsruhe para reforçar as paredes das construções em áreas sujeitas a terremotos, minimizando os impactos econômicos e humanos dos tremores.

O papel de parede é uma versão reforçada das malhas usadas para tapar trincas superficiais nas paredes - com a diferença de que, contendo fibras elásticas dispostas em quatro direções diferentes, ele é várias vezes mais resistente, podendo suportar o peso da parede inteira. 

Papel de parede à prova de terremotos 

Além do efeito preventivo, o novo tecido à prova de terremotos também pode ser usado para estabilizar prédios já afetados por tremores ou por reacomodação do solo permitindo sua recuperação e evitando a necessidade de demolição.

Outra aplicação prevista pelos engenheiros é a manutenção e recuperação de prédios históricos com risco de desabamento, reforçando a estrutura sem perda das características originais do edifício. 

Simulador de terremotos 

Para testar o seu "compósito sísmico inteligente", os pesquisadores replicaram em laboratório uma casa inteira que foi severamente danificada durante o terremoto de 2009, ocorrido em L'Aquila, na Itália.

A casa foi construída em cima de uma mesa vibratória gigantesca - para simular terremotos de várias magnitudes - usando materiais de construção iguais aos da casa que ruiu.
Ao simular um terremoto da mesma magnitude, os pesquisadores podem aferir com precisão o desempenho do papel de parede à prova de terremotos comparando os danos causados no simulador e no prédio real.

O desempenho do material surpreendeu, permitindo que ele seja produzido comercialmente, o que deverá ser feito pela empresa italiana D'Appolonia S.p.A.

(Fonte: Inovação Tecnológica - 07/07/2010).

Earthquake Timeline

fonte:br.whatsnew
"permite obter informação sobre os terremotos das últimas 24 horas no nosso planeta.

É um mashup que mostra uma linha de tempo onde podemos navegar para ver os dados das diferentes atividades sísmicas.

Para utilizar Earthquake Timeline, indicamos a data, hora, cidade, etc., permitindo filtrar os resultados acompanhados por um pequeno mapa para localizar tudo geográficamente."


http://japonyol.net/editor/time.html

Muito bom!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Cientistas fazem mapa da gravidade da Terra

Variações na gravidade 

Cientistas criaram um mapa da força da gravidade na superfície terrestre, mostrando as diferentes influências desta força física ao redor do planeta.

O modelo, conhecido como geoide, define onde estão os níveis da gravidade na superfície terrestre em relação a uma média, indicando onde ela é mais forte ou mais fraca.

Os cientistas afirmam que os dados podem ser usados em inúmeras aplicações, entre elas nos estudos de mudança climática, para ajudar a entender como a grande massa de oceanos movimenta o calor ao redor da Terra.

Embora comumente estabelecida em 9,8 metros por segundo (m/s) a gravidade terrestre na verdade varia entre 9,78 m/s no equador, até 9,83 m/s nos pólos.

Mapa da gravidade terrestre 

O mapa da gravidade foi desenhado a partir de medições precisas realizadas pela sonda espacial Goce, sigla formada a partir das iniciais da sonda exploradora de campo gravitacional e equilíbrio estacionário.

A sonda Goce circula na órbita terrestre a uma altitude de pouco mais de 250 km da superfície - a órbita mais baixa de um satélite de pesquisa em operação. Com um desenho futurístico, ela é também uma das mais belas sondas espaciais já lançadas.

A Goce carrega três pares de blocos de platina dentro de seu gradiômetro - o aparelho que mede o campo magnético da Terra - capazes de perceber acelerações leves da gravidade sentida na superfície - 1 parte em 10.000.000.000.000.

Em dois meses de observação, o satélite mapeou diferenças quase imperceptíveis na força exercida pela massa planetária em diferentes pontos do globo. 

Variação da gravidade 

O mapa define, em um determinado ponto, a superfície horizontal na qual a força da gravidade ocorre de maneira perpendicular a ele. Estas inclinações podem ser vistas em cores que marcam como os níveis divergem da forma elíptica da Terra.

No Atlântico Norte, perto da Islândia, o nível se situa a cerca de 80 metros sobre a superfície do elipsoide. No Oceano Índico, esse nível está 100 metros abaixo.

Os cientistas dizem que o mapa permitirá aos oceanógrafos definir como seria a forma dos oceanos se não houvesses marés, ventos e correntes marítimas. Subtraindo a forma do modelo, ficam evidentes estas outras influências.

Esta informação é crucial para criar modelos climáticos que levem em conta como os oceanos transferem energia ao redor do planeta - veja Correia Transportadora Oceânica não está desacelerando, diz NASA.

Geoide 

A sonda Goce circula na órbita terrestre a uma altitude de pouco mais de 250 km da superfície - a órbita mais baixa de um satélite de pesquisa em operação. Com um desenho futurístico, ela é também uma das mais belas sondas espaciais já lançadas.

Há outros usos para o geoide. O modelo fornece um sistema universal para comparar altitudes em diferentes partes da Terra, à semelhança dos aparelhos de nivelamento que, na construção, revelam aos engenheiros para onde um determinado fluido corre naturalmente dentro de um tubo ou cano.

Cientistas geofísicos também podem usar os dados da sonda para investigar o que ocorre nas entranhas profundas da Terra, especialmente naqueles pontos susceptíveis a terremotos e erupções vulcânicas.

"Os dados da Goce estão mostrando novas informações no Himalaia, na África Central, nos Andes e na Antártida", explica o coordenador da missão da ESA, Rune Floberghagen.
"São lugares bem inacessíveis. Não é fácil medir variações de alta frequência no campo gravitacional da Antártida com um avião, porque há poucos campos aéreos a partir dos quais operar." 

Combustível 

A altitude extremamente baixa da Goce deveria limitar a utilização da sonda por no máximo mais dois anos. Entretanto, níveis relativamente baixos de atividade solar produziram condições atmosféricas calmas, fazendo o satélite consumir menos combustível que o estimado.

A equipe acredita que a sonda poderia ser utilizada até 2014, quando a falta de combustível desaceleraria a missão, obrigando-a a sair de órbita, queimando-se na atmosfera.

O novo mapa foi apresentado em um simpósio sobre observação terrestre em Bergen, na Noruega, onde também estão sendo apresentados dados recolhidos por outras missões da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).

Antes do fim da década, cerca de 20 missões da ESA, totalizando cerca de 8 bilhões de euros, serão lançadas para observar o espaço através de sondas espaciais.

(Fonte: Inovação Tecnológica - 29/06/2010).

terça-feira, 29 de junho de 2010

Earthquakes Cannot Be Predicted

by Robert J. Geller, David D. Jackson, Yan Y. Kagan, Francesco Mulargia
source: science


Earthquake prediction [HN5-7] is usually defined as the specification of the time, location, and magnitude [HN8-9] of a future earthquake within stated limits. Prediction would have to be reliable (few false alarms and few failures) and accurate (small ranges of uncertainty in space, time, and magnitude) to justify the cost of response. Previous Perspectives inScience may have given a favorable impression of prediction research, and the news media and some optimistic scientists encourage the belief that earthquakes can be predicted (1). Recent research suggests to us that this belief is incorrect.

An earthquake results from sudden slip on a geological fault. [HN10] Such fracture and failure [HN11-13] problems are notoriously intractable. The heterogeneous state of the Earth and the inaccessibility of the fault zone to direct measurement impose further difficulties. Except during a brief period in the 1970s (2), the leading seismological authorities of each era have generally concluded that earthquake prediction is not feasible (3). Richter [HN14-15], developer of the eponymous magnitude scale, commented as follows in 1977: "Journalists and the general public rush to any suggestion of earthquake prediction like hogs toward a full trough... [Prediction] provides a happy hunting ground for amateurs, cranks, and outright publicity-seeking fakers" (4). This comment still holds true.

For large earthquakes to be predictable, they would have to be unusual events resulting from specific physical states. However, the consensus of a recent meeting [HN5] (5) was that the Earth is in a state of self-organized criticality [HN16] where any small earthquake has some probability of cascading into a large event. This view is supported by the observation that the distribution of earthquake size (see figure) is invariant [HN17] with respect to scale for all but the largest earthquakes. Such scale invariance is ubiquitous in self-organized critical systems (6). Whether any particular small earthquake grows into a large earthquake depends on a myriad of fine details of physical conditions throughout a large volume, not just in the immediate vicinity of the fault (7). This highly sensitive nonlinear dependence of earthquake rupture on unknown initial conditions severely limits predictability (8,9). The prediction of individual large earthquakes would require the unlikely capability of knowing all of these details with great accuracy. Furthermore, no quantitative theory for analyzing these data to issue predictions exists at present. Thus, the consensus of the meeting was that individual earthquakes are probably inherently unpredictable.

Critical quakes. Number of earthquakes from 1 January 1977 to 30 June 1996 in the Harvard catalog [HN27] (24) with magnitude greater thanM for shallow (0 to 70 km), intermediate (71 to 300 km), and deep (301 to 700 km) earthquakes. Dotted lines are power-law curves modified by an exponential taper for the largest magnitudes [equation 3 of (8)]. Analyses of smaller earthquakes show that self-similarity extends to magnitudes as small as zero (25). Such power-law curves are characteristic of systems in a state of self-organized criticality.

Empirical earthquake prediction would require the existence of observable and identifiable precursors [HN18] that would allow alarms to be issued with high reliability and accuracy. There are strong reasons to doubt that such precursors exist (10). Thousands of observations of allegedly anomalous phenomena (seismological, geodetic, hydrological, geochemical, electromagnetic, animal behavior, and so forth) have been claimed as earthquake precursors, but in general, the phenomena were claimed as precursors only after the earthquakes occurred. The pattern of alleged precursors tends to vary greatly from one earthquake to the next, and the alleged anomalies are frequently observed at only one point, rather than throughout the epicentral region. There are no objective definitions of "anomalies," no quantitative physical mechanism links the alleged precursors to earthquakes, statistical evidence for a correlation is lacking, and natural or artificial causes unrelated to earthquakes have not been compellingly excluded (11). In other fields threshold signals have often been erroneously claimed as important physical effects (12); most if not all "precursors" are probably misinterpreted as well. Unfortunately, each new claim brings a new set of proposed conditions, so that hypothesis testing, which is what separates speculation from science, is nearly impossible.

Chinese seismologists claimed that the 4 February 1975 Haicheng (magnitude = 7.3) earthquake was successfully predicted and that "very few people were killed" (13). However, an official publication in 1988 (14) states there were 1328 deaths and 16,980 injured. This disparity casts doubt on claims [HN19] for the Haicheng prediction. China's Cultural Revolution was still taking place in 1975. An American delegation's report (15) captures the remarkable atmosphere: "Earthquake prediction was not a minor experiment.... Indeed, belief in earthquake prediction was made an element of ideological orthodoxy that distinguished the true party liners from right wing deviationists." The possibility that political pressures caused inaccuracies in claims for the Haicheng prediction cannot be excluded. An intense swarm of microearthquakes, many of which were large enough to be felt by local residents, began over 24 hours before the main shock (15). These microearthquakes might well have induced some spontaneous evacuation. At least 240,000 people died in the 1976 Tangshan, China, earthquake, which was not predicted.

Varotsos [HN20] and co-workers claim to be able to predict earthquakes in Greece on the basis of geoelectrical observations (16), but our analyses show their claims to be without merit (17,18). Some of the geoelectrical signals are artifacts of industrial origin (19), and there is no compelling evidence linking any of the geoelectrical signals to earthquakes. Controversy lingers primarily because Varotsos's claims have not been stated as unambiguous and objectively testable hypotheses (20).

Is prediction inherently impossible or just fiendishly difficult? In practice, it doesn't matter. Scientifically, the question can be addressed using a Bayesian approach [HN21] (21). Each failed attempt at prediction lowers the a priori probability for the next attempt. The current probability of successful prediction is extremely low, as the obvious ideas have been tried and rejected for over 100 years (17). Systematically observing subtle phenomena, formulating hypotheses, and testing them thoroughly against future earthquakes would require immense effort over many decades, with no guarantee of success. It thus seems unwise to invest heavily in monitoring possible precursors.

Seismology can, however, contribute to earthquake hazard mitigation. [HN22-25] Statistical estimates of the seismicity expected in a general region on a time scale of 30 to 100 years (22) [as opposed to "long-term predictions" of specific earthquakes on particular faults within a few years (23)] and statistical estimates of the expected strong ground motion are important data for designing earthquake-resistant structures. Rapid determination of source parameters (such as location and magnitude) can facilitate relief efforts after large earthquakes. Warnings of tsunamis [HN26] (seismic sea waves) produced by earthquakes also contribute significantly to public safety. These are areas where earthquake research can greatly benefit the public.

See referencer and more details in science - http://www.sciencemag.org/cgi/content/full/275/5306/1616

Seismic Monitor - IRIS

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