domingo, 28 de junho de 2009

Prêmio Capes de TESE

Área: Geociências
Grande área: Ciências Exatas e da Terra
Premiado: Lucieth Cruz Vieira
Tese: A formação Sete Lagoas (Grupo Bambuí) e as variações paleoambientais no final do Proterozóico
Orientador: Prof. Dr.Ricardo Ivan Ferreira da Trindade
Universidade de São Paulo
link do resultado
------------------------------------------------------------------------------------
Comentários de GSF: É com orgulho que deixo essa notícia. A Prof. Lucieth recém contratada pela UnB acaba de ganhar o prêmio Capes de Tese na Geociências.

Parabéns também ao Grande Orientador Ricardo Ivan.

Só para variar, eles são meus grandes amigos.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Terremotos silenciosos" podem antecipar grandes tremores

Os terremotos silenciosos - aqueles em que há um lento movimento da terra, detectado por satélites graças a sutis mudanças na superfície, uma vez que eles não propagam ondas de choque- parecem ampliar a pressão nas falhas tectônicas, contribuindo para terremotos fracos, de magnitude dois e três, segundo o geofísico Paul Segall da Universidade de Stanford na Califórnia.

Localizar esses terremotos silenciosos pode melhorar a compreensão da formação dos pequenos tremores, o que ajudaria os cientistas a avaliarem a probabilidade de terremotos mais fortes, disse Segall, referindo-se às conclusões da sua equipe, publicadas na revista Nature. Dados dos terremotos silenciosos podem ajudar os cientistas a desenvolverem um "medidor de estresse" para determinadas zonas de falhas tectônicas, segundo o pesquisador.

"Cada vez que há um evento (tremor) silencioso, é como enfraquecer um pouco o sistema, empurrando-o um pouco mais forte", afirmou. "Se pudéssemos ver um aumento na taxa dos pequenos terremotos em resposta a esses eventos silenciosos, então poderíamos calibrar o medidor.

Isso seria potencialmente uma forma de fazer uma previsão mais probabilística (para grandes terremotos)", acrescentou Segall. "Poderíamos dizer que durante um período de poucas semanas a probabilidade é maior, e tomara que possamos colocar alguns números nessa probabilidade".

Os sismologistas estimam que terremotos violentos atingem o Japão a cada duzentos anos e o noroeste dos Estados unidos a cada quinhentos. Nos últimos seis anos, os cientistas concluíram que o sudoeste do Japão e parte do nordeste do Pacífico (o que inclui a costa oeste norte-americana) têm atividade sísmica silenciosa, de acordo com Segall. "É possível que, a cada ocorrência de um evento lento, e conforme avançamos no ciclo, ou nos aproximamos do 'big one' (um terremoto devastador), esses eventos lentos possam se tornmar maiores, porque a área que está próxima da quebra terá aumentado."

Ao contrário dos terremotos sísmicos, que liberam ondas de choque repentinas, tremores silenciosos são muito lentos para fazer o chão balançar e, por isso, não são considerados perigosos. Mas pesquisadores especulam que os terremotos silenciosos podem ser precursores de eventos de alta magnitude que ocorrem regularmente nas zonas de subdução - regiões de atividade sísmica, onde uma placa tectônica mergulha por baixo da outra.

Por Alexandre Amaral de Aguiar

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Is Geothermal Drilling Causing Earthquakes?

Posted by Hannah Wiggins

Geothermal power is emerging as a significant player in the alternative energy space, with operations cropping up around the world and high hopes for powering significant numbers of homes and businesses as an alternative to traditional electricity. But as with all prospects in alternative energy, geothermal power is not without its downside. Currently, a great deal of effort is being poured into determining just how damaging geothermal drilling is – or if it even exists. The question of whether geothermal drilling can trigger, either directly or indirectly, the harrowing natural disaster of earthquakes has been generating quite a bit of buzz lately. So how is the verdict on this controversial topic coming along?

One school of thought proposes that our activities in international geothermal drilling simply aren’t intense or widespread enough to have much of an impact on seismic activity. The argument here primarily rests within the idea that the Earth is pretty big, pretty powerful, and is able to get by pretty well without caring much about our relatively tame activities in drilling. A geologist with a specialty in volcanoes, Erik Klemetti posits that in terms of depth and breadth, geothermal drilling simply doesn’t have enough power to set off volcanic eruptions, phenomena which also relies on the movements of the planet’s fault lines as well as tectonic plates. Klemetti’s opinion is culled from the investigation of recent eruptions on an island in the Philippines, where twenty earthquakes took place in succession shortly following geothermal drilling on the Canlaon Volcano. Proponents of this idea of the inability of human efforts to greatly affect the Earth’s eruptions point out that while it can be tempting to link seismic activity with nearby or recent drilling projects, these seemingly coincidental events are not enough to imply causation.

On the other hand, some areas have experienced anomalies in seismic activity that are otherwise hard to explain. Two years ago in Basel, Switzerland, the town experienced a magnitude 3.4 earthquake followed up by a series of sixty aftershocks of varying intensity. While the area typically endured a small collection of similar quakes throughout the year, this event directly correlated with the activities of the town’s geothermal power plant, which had injected water into the Earth’s underlying dry rock and was awaiting the super-heated recovery. The power plant’s parent company had warned local legislators and residents that the risk of earthquakes due to their activity was a concern. Beyond this and similar instances that make a strong case for the possibility of geothermal drilling to cause quakes, some prominent academics such as Columbia University’s Christian D. Klose have attributed over 200 earthquakes to human activity –and the results of some have been disastrous.

After weighing both sides of the argument, it’s clear that we’ve yet to develop a firm line on whether our progress in geothermal drilling has been responsible for quakes, or if it’s bound to be behind the next big tremor. But as new studies and inquiries are made into refining and developing this potential source for the escape from inefficient energy dependency, it’s clear that the potential to wreak geological havoc does exist.

domingo, 21 de junho de 2009

Campo em Irapé

Desde ontem, os estudantes estão realizando o mapeamento geoestrutural na barragem de Irapé.

Prof. Oswaldo, Fabio, Guilherme I e II, Vitor, João Mendes, Maria Alice, Vinícius, Rômulo, Marcelo, Anderson, Casinha e o agregado.

Bo m campo galera!

Pangea - animação

Muito bom

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Pequenos terremotos evitam tremores mais fortes, diz estudo

Uma pesquisa americana sugere que pequenos tremores de terra, imperceptíveis e que liberam sua energia durante horas, podem evitar a ocorrência de tremores mais violentos em uma região de atividades sísmicas de Taiwan.

Os pesquisadores da Instituição Carnegie para Ciência, dos Estados Unidos, também descobriram que estes pequenos terremotos imperceptíveis podem ser desencadeados por tufões naquela região.

As mudanças de pressão causadas pelos tufões podem "desprender" uma falha na área de atividade sísmica.

Esta liberação causa um terremoto que dissipa sua energia durante várias horas, ao invés de liberar tudo de uma vez em poucos segundos, o que poderia ser devastador.

Os pesquisadores acreditam que este fato pode explicar a razão de ocorrerem relativamente poucos grandes terremotos nesta região.

A pesquisa foi publicada na revista especializada Nature.

Movimentos monitorados Alan Linde, da Instituição Carnegie para Ciência, e seus colegas monitoraram o movimento de duas placas tectônicas em colisão, no leste de Taiwan.

Eles usaram três medidores de pressão, instrumentos muito sensíveis que foram posicionados por meio de perfurações profundas no solo."Estes (instrumentos) detectam movimentos imperceptíveis e distorções da rocha", explicou outra autora da pesquisa, Selwyn Sacks, também da Instituição Carnegie.

Os instrumentos captaram 20 "pequenos terremotos", cada um com duração que variava de várias horas até mais de um dia. Destes, 11 coincidiram exatamente com tufões.

"É raro quando você vê algo tão definitivo, especialmente algo novo", afirmou Alan Linde à BBC.

As descobertas podem fornecer novas pistas que expliquem a razão de ocorrerem relativamente poucos terremotos mais fortes nesta região.

Montanhas

Na região de Taiwan, as placas tectônicas colidem tão rapidamente que elas, na verdade, "fazem" montanhas em uma taxa de quase quatro milímetros por ano."É surpreendente que esta área do globo não tenha tido terremotos devastadores e tenha relativamente poucos grandes tremores", afirmou Linde.

"Para comparar, o Canal de Nakai, no sudoeste do Japão, tem uma taxa de convergência de placas de cerca de quatro centímetros por ano, e isto causa terremotos cuja magnitude chega a 8 graus na Escala Richter a cada 100 ou 150 anos."

"A atividade no sul de Taiwan vem da convergência das mesmas duas placas, e também há a Placa do Mar das Filipinas, que empurra a Placa Eurasiana com o dobro daquela taxa" "Esta falha passa por, mais ou menos, constante pressão e acúmulo de estresse", acrescentou.

Linde descreveu como a falha "afunda de forma inclinada" de perto da costa leste em direção oeste. Então, o lado da terra está sob constante pressão para se mover para cima.

Quando um tufão passa sobre a terra, a pressão do ar em terra firme cai. Esta mudança "desprende" a falha e permite que se mova."Mas esta mudança é muito pequena", afirmou Linde.

Os terremotos frequentes e pequenos que isto causa são "totalmente imperceptíveis" para quem está na terra. E, para Linde, pode se supor que eles podem reduzir a frequência dos terremotos mais fortes e devastadores.

Mas, o cientista alerta que isto é extremamente difícil de demonstrar. "Como você prova algo que não aconteceu?", pergunta.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Grande Luis Rijo --


Será enterrado hoje (16/06/2009) às 11 horas no Cemitério Recanto da Saudade, em Belém, o corpo do professor Luiz Rijo. As aulas do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Pará, onde Rijo trabalhava, foram suspensas para que alunos e professores acompanhem o cortejo. Luiz Rijo foi submetido a uma cirurgia no final de maio para trocar uma válvula no coração. Tecnicamente, a operação foi considerada um sucesso, mas ele contraiu uma pneumonia que se transformou em infecção generalizada e acabou tendo seus rins paralisados. Chegou a se submeter à hemodiálise, mas foi em vão. Recebeu inúmeras transfusões de sangue. Alunos e professores da UFPA foram seus doadores. Rijo foi mantido em coma induzido por cinco dias, mas não resistiu, falecendo na segunda-feira, dia 15 de junho. O Portal Geofísica Brasil lamenta profundamente a perda de seu grande incentivador e colaborador de primeira hora.

fonte:Geofísica Brasil

VEJA O currículo dele

Mato Grosso do Sul



Magnitude4.6 (http://www.obsis.unb.br/)

Segunda, 15 de junho de 2009 as 22:15:45 UTC – 7:15:45 (hora de brasília)

    Localização 18.500°S, 55.851°W

    Profundidade10 km

    Distancia

    100 km E de Coxim, Mato Grosso do Sul

    200 km ENE de Corumba, Mato Grosso do Sul,
    250 km NNW de Campo Grande, Mato Grosso do Sul,
    900 km WSW de BRASILIA, Distrito Federal,



sábado, 13 de junho de 2009

Best Way to Learn

To learn anything fast and effectively, you have to see it, hear it and feel it.

Tony Stockwell, Accelerated Learning in Theory and Practice

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Typhoons trigger earthquakes on Taiwan

Typhoons can trigger imperceptible, slow earthquakes, researchers say.

Strainmeter in TaiwanThe team drilled over 200m to install the strainmeter


Scientists report in the journal Nature that, in a seismically active zone in Taiwan, pressure changes caused by typhoons "unclamp" the fault.

This gentle release causes an earthquake that dissipates its energy over several hours rather than a few potentially devastating seconds.

The researchers believe this could explain why there are relatively few large earthquakes in this region.

Alan Linde from the Carnegie Institution for Science in the US and colleagues monitored movement of two colliding tectonic plates in eastern Taiwan.

They used three borehole "strainmeters" - highly sensitive instruments deep below the ground.

"These detect otherwise imperceptible movements and distortions of rock," explained co-author Selwyn Sacks, also from the Carnegie Institution.

Gentle relief

The instruments picked up 20 "slow earthquakes", each lasting from several hours to more than a day. Of these, 11 co-incided exactly with typhoons.

The authors described the possibility that this coincident timing was by chance as "vanishingly small".

Typhoon satellite image
For the typhoon to be a trigger, the fault must be precariously close to failure
Alan Linde
Carnegie Institution for Science

"It's rare that you see something so definitive, especially when it's something new," Dr Linde told BBC News.

Their findings could provide clues about why there are relatively few large earthquakes in this region.

Here, the colliding plates move so rapidly that they build mountains at a rate of almost 4mm per year. Dr Linde said that in geological terms that was almost like "growing mushrooms".

"It's surprising that this area of the globe has had no great earthquakes and relatively few large earthquakes," Dr Linde commented.

"By comparison, the Nankai Trough in southwestern Japan has a plate convergence rate of about 4cm per year, and this causes a magnitude 8 earthquake every 100 to 150 years.

"The activity in southern Taiwan comes from the convergence of the same two plates, and there the Philippine Sea Plate pushes against the Eurasian Plate at twice that rate.

"This fault experiences more or less constant strain and stress build-up."

He described how the fault "dipped steeply" westward from near the east coast so that it is under the land area. So the landward side is under constant strain to move upward.

When a typhoon passes over the land, the air pressure on the land is lowered. That slight change in force "unclamps" the fault and allows it to move.

"But this change is quite small," said Dr Linde. "So for the typhoon to be a trigger, the fault must be precariously close to failure."

The frequent, slow earthquakes this causes are "totally imperceptible" from the ground. And Dr Linde thinks it is sensible to assume that they may reduce the frequency of larger, more damaging earthquakes.

But this is extremely hard to show because, as he puts it, "how do you prove something that doesn't happen?"

From BBC


comentários GSF - Ainda não creio nessa hipótese, talvez engatilhar, mas a pressão é muito pequena em comparação com as pressões tectônicas.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Sem propaganda o curso de Geofísica tem baixa concorrência

Como a galera não tem dimensão do curso de Geofísica, a concorrência foi 3.17.

Os pioneiros que se escreveram e gosta do estudo do interior da terra , entendem que a probabilidade, embora com crise, de ter emprego é muito grande.

Conselho para um bom Geofísico aumenta sua oportunidade de emprego

1 - Inglês
2 - Conhecimento Matemático além do normal
3 - Informática na veia

Além da formação em Geofísica.

Boa sorte da nova galera da Geofísica!

sábado, 6 de junho de 2009

Em homenagem a Dia Internacional 5 de Junho. Dia Mundial do Meio Ambiente

A Última Hora' (The 11th Hour), documentário produzido e narrado por Leonardo DiCaprio.
Caso tenha paciência ou internet rápida é boa opção para ver! clique na imagem são 1 h e 1/2 meia de documentário.





domingo, 31 de maio de 2009

Brazil dam ruptures, killing 1 and flooding 2,500



Pictures from canal 13 and genesis.brasilportal

SAO PAULO (AP) — Raging torrents from a ruptured dam swamped a rural town in Brazil, killing a young girl and destroying at least 500 homes in a region already devastated by weeks of floods, authorities said Thursday.

Amateur video footage showed water inundating the northeastern village of Cocal, home to about 25,000 people, after the dam failed Wednesday night.

"It was like a tsunami," Piaui state Gov. Wellington Dias said after visiting the area.

"What I saw was frightening. It was a wall of water 20 meters (65 feet) high, equivalent to a three-story building," Dias was quoted as saying on a Web site operated by SBT television.

Four people were still missing, Dias added. He said authorities began evacuating some families from their homes about two hours before the dam failed.

Downpours have battered northern and northeastern Brazil since April, causing floods and mudslides in a region extending from the Amazon rain forest to the Atlantic Ocean. Authorities say 54 people have been killed and more than 415,000 displaced.

Heavy rains in recent days swelled the reservoir behind the dam, increasing pressure that opened a 165-foot (50-meter) tear and eventually led to the rupture, the Piaui state government said in a statement.

A 12-year-old girl who lived near the dam was killed when the torrents reached her house, authorities said.

Some residents climbed trees and to rooftops after a nearby river rose 16 feet (5 meters).

"It was a lot of water," resident Antonio Antonino told SBT. "People were desperate, they were crying. I'm 60 years old, and I've never seen anything like this."

The floods also swept away crops and livestock, according to the government statement.

Officials launched an overnight rescue operation using five helicopters to transport victims to safety, and firefighters were sent to aid the victims.

Piaui Civil Defense spokeswoman Vanize Lemos said at least 150 families were initially rescued.

Cocal was without power since Wednesday night.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Magnitude 4.7 - Corea do Norte - Teste Nuclear


Magnitude4.7
Horário
  • Segunda, 25 de Maio de 2009 às 00:54:43 UTC
Localização41.306°N, 129.029°E
Profundide0 km Fixo pelo programa
Distancias70 km NNW de Kimchaek, North Korea
95 km SW de Chongjin, North Korea
O evento raso de magnitude 4,7 que ocorreu em 25 de Maio de 2009 às 00:54:43 UTC está como provável teste nuclear norte-coreano. Embora o USGS não tenha como identificar positivamente se o evento sísmico é um teste nuclear, que é raso e localizado nas imediações do teste nuclear norte-coreano de 9 de outubro de 2006 (magnitude 4.3). Além disso, as comparações dos sismogramas dos eventos do dia 9 de outubro de 2006 e do dia 25 de Maio de 2009 em diferentes estações sismográficas revelam características semelhantes, sugerindo que os dois eventos estão muitos próximos são do mesmo tipo de fonte, embora o mais recente ser maior.

Fonte:USGS
Tradução: Prof. George Sand

sábado, 23 de maio de 2009

Cientistas perfuram a terra para achar causa de terremotos

Embora saibam quando uma placa está sob pressão, cientistas nunca podem prever onde o terremoto ocorrerá

Estadão 16/02

CHICAGO - Cientistas estão seguindo os terremotos até o fundo de suas camadas subterrâneas, estudando os fenômenos em terra e no fundo do mar. Ainda assim, confrontados com a questão de quando e onde o próximo grande terremoto ocorrerá, um silêncio desconfortável se instala.

Baseando-se no histórico, haverá terremotos no Japão, também no Tibet, disse Leigh Royden do Massachusetts Institute of Technology (MIT). "Nós nunca seremos capazes de prevê-los? Eu não sei", ela disse no domingo, 15, em uma reunião da American Association for the Advancement of Science (AAAS).

"Há alguns sinais associados a terremotos, mas apenas em retrospectiva", disse. "E esses terremotos são raros."

Terremotos acontecem mais frequentemente nas fronteiras das muitas placas tectônicas em movimento na superfície da Terra. Alguns também já foram relatados no centro das placas, assim como o tremor devastador da China no ano passado.

Cientistas podem dizer quando uma placa está sob forte estresse, mas não têm como determinar onde a fratura vai ocorrer levando a um terremoto, explicou Harold Tobin da Universidade de Wisconsin.

No entanto eles continuam batalhando para saber mais sobre os terremotos e suas causas em um esforço para encontrar maneiras de proteger vidas e propriedade.

James Evans da Universidade Utah State disse que pesquisadores perfuraram aproximadamente 3.500 metros na Falha de Califórnia para instalar instrumentos com a esperança de "realmente penetrar na zona culpada" e registrar um terremoto.

Tobin faz parte de uma pesquisa similar em Nankai, no Oceano Pacífico, uma das áreas sísmicas mais ativas do mundo.

"Se quisermos entender a física sobre como as falhas funcionam, nós temos que ir para essas falhas no oceano", disse. "Perfurar é a principal maneira de sabermos qualquer coisa sobre a geologia de dois terços da Terra que estão submersos. O objetivo final é termos diversos buracos muito profundos em alguns anos."

Comentário GSF

Que doideira! Mas é a melhor maneira de ser estudar e fazer uma correlação geológica!


sexta-feira, 22 de maio de 2009

Fotos do Workshop

O Evento foi um sucesso! Eu aprendi um pouco os aspecto de geotecnia. O início de uma boa parceria.


Mini Curso do Martin! Organizadores: Prof. George Sand, Antonival (Eletronorte), Dimitry (CBDB), Dr. Martin Wielandt e Prof. Lineu.



Dr. Martin e Os estudantes participantes do mini curso.



Na ELETRONORTE: Prof. Lineu, Dr. Martin, Eng. Gilson, Antonival, Prof. George Sand, Eng Carmo , Prof. Chen e Prof. Dimitry

quinta-feira, 21 de maio de 2009

2009 L'Aquila Earthquake

|

Physics Today: Updated 4/8/2009 An earthquake measuring 6.3 on the Richter scale hit central Italy at 1:32 GMT. last night causing thousands of people to lose their homes more than 250 deaths (see USGS map below). "It was felt across the whole of Italy, but most strongly in central Italy," said Stuart Sipkin, a geophysicist at the US Geological Survey's (USGS's) National Earthquake Information Center.

The region had experienced a large number of minor tremors over the past four months, including a 4.0-magnitude event on 30 March.Seismic map of the 2009 L'Aquila Earthquake

Most of the damage surrounds the city of L'Aquila, which includes one of the oldest centers of learning in Europe, the University of L'Aquila. More than 4,000 buildings in the city have collapsed.

"We did know there would be quite a lot of damage because of the USGS Pager (Prompt Assessment of Global Earthquakes for Response) system," said Sipkin. "We can take our estimates of ground shaking and basically overlay this on a population density map, and we could see that [with the earthquake] a lot of people were exposed to large ground shaking," he added.

Enzo Boschi, the chairman of Italy's National Institute for Geophysics and Vulcanology, (INGV) told ANSA, an Italian news service, that the damage was extensive because the buildings were not designed to withstand earthquakes.

Photo courtesy of European-Mediterranean Seismological Centre

According to the New York Times, one of the four-story-high student dormitories collapsed, with one person dead and several missing. "This shouldn't have happened," said Gabriele Magrini, a physics student at the university. He told the New York Times that he was lucky enough to have been at a friend's house when the quake struck and that he had been waiting at the university since 4am, adding, "We've only seen two people come out. We're still waiting for 10."

Geographical history

Italy is a well-known complex earthquake zone, said Sipkin. "It's not a simple area like the West Coast of California where you have two large plates sliding against each other along the San Andreas fault.... You have the collision of Africa and Europe, its highly fractured and broken up, there's a lot of microplates moving around, which creates a lot of different types of fault action. This particular fault zone usually gives extensional earthquakes, but there's lots of different types of earthquakes that could happen."

There is a major fault line that runs north–south along Italy's Apennine Mountain Range and a minor east–west faultline that runs across the center of the country that produces frequent small earthquakes.Earthquake Hazzard Map from USGS

According to the US Geological Survey, the earthquake struck at a depth of 10 kilometers (6.2 miles), with an epicenter approximately 95 kilometers (60 mi) north–east of Rome, close to L'Aquila. The city has experienced major earthquakes in the past, but nothing on this scale since 1703.

"The duration of ground shaking depends on where you are. If you're on a hard surface, it ends pretty quickly, but if you're in a sedimentary built-up valley, then it would last longer," said Sipkin.

Two smaller quakes—(one at 4.8 on the Ritcher scale)—had hit the region the day before, which weakened many buildings before the main earthquake hit. Smaller aftershocks, which frequently occur after a significant earthquake, are still continuing.

''It was a common tremor for the Apennine mountain chain, one which occurs when underground shelves shift by ten centimeters or so,'' said Boschi. But it is impossible to predict when such tremors will happen, Boschi told ANSA, ''because the parameter variables change constantly. However, in the near future there should be no other ones similar in magnitude to the one last night, although we can expect aftershocks to continue in addition to the over 100 we have already recorded."

Controversy has erupted over Italian television reports that Gioacchino Giuliani, a laboratory technician, had predicted the earthquake but was told by authorities to take down his findings from a website.

Giuliani used a radon gas technique to make the earthquake prediction. Ignazio Guerra of the University of Calabria said that it is impossible to rely on that technique to predict an earthquake: ''There have been earthquakes without the emission of radon gas just as there have been emissions of radon gas without earthquakes. Thus this method is far from perfect."

domingo, 17 de maio de 2009

A importância do raciocínio científico

Um belo texto do Prof. José Roberto Castilho Piqueira (USP)
http://www.atribunanews.com.br/news.php?newsid=16675

O dia a dia das sociedades ocidentais ou orientais depende, de maneira crescente, dos avanços tecnológicos, hoje presentes em praticamente todas as ações individuais ou coletivas. Trabalho, entretenimento, saúde pública, produção cultural, educação, produção de alimentos, transporte, produção de medicamentos e preservação das riquezas naturais são exemplos de ramos de atividade fortemente dependentes da tecnologia e, conseqüentemente, do avanço da ciência.

Entretanto, não é difícil perceber que o cidadão comum do mundo ocidental tem pouco incentivo para se interessar por assuntos científicos, e os jovens preferem não abraçar carreiras de pesquisa e desenvolvimento, mesmo quando têm o talento necessário para isso.

Enfim, parece haver uma acentuação gradativa de um paradoxo: cada vez mais o homem depende da ciência e cada vez menos se interessa por ela.

Todos ficam indignados quando um político erra a concordância ou quando alguém se engana a respeito da localização do Equador. Mas pouca gente em postos-chave da administração pública ou privada sabe dividir 1 por 0,4 sem máquina de calcular ou tem noção dos motivos pelos quais enxergamos o céu azul.

Imagine nesse quadro que alguém saísse por aí insistindo que a concentração de radônio em certo lugar é alta e que isso é atípico. Você iria querer saber o que é radônio? Prestaria atenção se o papo continuasse com o radônio classificado como um gás nobre, muitas vezes mais denso do que o ar?

Claro que não. Que papo de “nerd”!

Mas e se o “nerd” fosse tagarela e dissesse que, como o radônio é muito denso, encontrá-lo nessas concentrações por aqui pode ser sinal de movimentos de placas tectônicas e da iminência de terremoto grave?

Provavelmente, no Brasil as pessoas não prestariam muita atenção nessa conversa e, na melhor das hipóteses, ficariam um pouco ressabiadas com o perigo de terremoto.

Na Itália, que é país desenvolvido e sério, o físico Giampaolo Giuliani avisou sobre o perigo de terremoto em Áquila, com o mesmo argumento e foi denunciado à polícia pela prefeitura da cidade por alarmar a população. O resultado o mundo já sabe: centenas de mortos e milhares de desabrigados.

Agora alguns dizem que nem sempre as altas concentrações de radônio redundam em terremotos, confundindo causalidade com correlação. Os eventos aumento de concentração de radônio e ocorrência de terremotos não são um par causa-efeito, mas são correlacionados.

Deveriam ser feitas medições acuradas de outras grandezas físicas, para confirmar ou descartar a hipótese. É assim que se faz em ciência. Processar aquele que formula hipóteses, jamais.

Maior que o analfabetismo científico que essa prefeitura demonstrou, só mesmo a prepotência de autoridades que recusam ajuda internacional numa situação como essa, comparando-a a um acampamento de fim de semana.

Tudo isso me fez lembrar de um professor de Filosofia que tive no terceiro científico. Sou do tempo do científico, da escola pública, que, dizem, era muito boa. Pois é, meu professor de Filosofia, tido como grande intelectual pontificava: “Estatística é a arte de dizer mentira com números exatos”.

Essa frase de efeito expressa uma ignorância científica imensa. Comecei a descobrir isso na Escola de Engenharia, na disciplina dada pelo Departamento de Engenharia de Produção. A Estatística, o Teorema do Limite Central e as Distribuições de Probabilidade eram a essência do “Controle de Qualidade e dos Tempos e Métodos da indústria”.

Um pouco depois, ainda na graduação, ao estudar processamento de sinais em telecomunicações, aprendi que os métodos estatísticos formam a base da detecção de sinais expostos aos inevitáveis ruídos.

No mestrado e na atividade profissional dos primeiros anos de formado trabalhei com os chamados multiplexadores estatísticos, equipamentos capazes de aumentar o aproveitamento da capacidade de transmissão de informação dos canais fazendo uso das regularidades estatísticas dos dados.

Passado algum tempo, passei a lecionar “Processos Estocásticos”, disciplina que sistematiza a Teoria de Probabilidades e os Processos Aleatórios, aplicando-os às diversas áreas do conhecimento humano: Mecânica Quântica, Economia, Processamento de Sinais, Mecânica Estatística, Sistemas Complexos, Biologia e Saúde Pública.

Enfim, aprendi que Estatística faz parte do conhecimento científico, procurando a verdade nos mais diversos fenômenos naturais e sociais. Fico pensando nos meus colegas da época, que seguiram outros caminhos: será que eles se lembram da frase do professor de Filosofia? Tomara que não.

O prof. Dr. José Roberto Castilho Piqueira possui graduação em Engenharia Elétrica pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (1974), mestrado em Engenharia Elétrica pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (1983), doutorado em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (1987) e livre-docência em Controle e Automação pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (1997). Entre 1973 e 1999 lecionou Física no ensino médio e em cursos pré-vestibulares. Atualmente é professor titular da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Concurso Público em 1999), tem cerca de 100 artigos publicados em periódicos e congressos e é bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq.

Seismic Monitor - IRIS

Analytics com meu código