Dia-horárioTime Sábado, 03 de Janeiro de 2009 às 19:43:54 UTC
Localização 0.510°S, 132.783°E
Profundidade 35 km
Distancoas
150 km WNW de Manokwari, Papua, Indonesia
170 km ENE de Sorong, Papua, Indonesia

Primeiro contato
A descoberta foi feita a uma profundidade de 2,5 quilômetros, durante uma escavação exploratória cujo objetivo era tentar localizar fontes de energia geotérmica. A equipe de escavação encontrou algo de incomum durante operações de rotina conduzidas no Projeto Geotérmico de Puna, uma propriedade controlada pela Ormat Technologies, de Reno, Nevada. Quando os trabalhadores tentaram retomar suas escavações, descobriram que o magma havia subido por cerca de oito metros do encanamento que inseriram no poço exploratório. A rocha se solidificou na forma de uma substância clara e vítrea, aparentemente devido ao resfriamento rápido pelo qual passou depois de encontrar a água do lençol freático.
Os cientistas sabiam há muito que era provável a presença de câmaras de magma na vizinhança do local da escavação. A perfuração estava sendo conduzida em um esforço para tentar encontrar fontes de abastecimento para uma usina de energia geotérmica já existente, construída para colher calor da região vulcânica mais ativa do mundo, em torno do vulcão Kilauea, que vem emitindo lava continuamente desde 1983. Don Thomas, geoquímico do Centro de Estudo de Vulcões Ativos da Universidade do Havaí, disse que era apenas questão de tempo antes que alguma operação de perfuração viesse a atingir magma quente.
Mas que isso tenha de fato acontecido na prática "é tremendamente emocionante", disse Thomas, que não fazia parte da equipe que realizou a descoberta.
Os pesquisadores descobriram, adicionalmente, que o magma é feito de dacito, uma espécie de rocha precursora do granito, e não do basalto que forma a maior parte do Havaí. "Se tivéssemos encontrado basalto, a surpresa não teria sido grande", disse William Teplow, geólogo consultor da U. S. Geothermal, que está assessorando o projeto.
Os cientistas acreditavam há muito que o dacito pudesse se separar do magma basáltico para formar rochas graníticas. Mas eles jamais esperavam ver o processo em plena operação.
"Essa pode ser a primeira vez que a geração do granito foi observada de forma concreta em seu estado formativo, na natureza", disse Teplow. "É uma observação importante porque é esse processo que diferencia a crosta continental granítica da crosta oceânica, mais primitiva e basáltica".
Marsh está entusiasmado com as perspectivas de novos estudos. "Isso é apenas a ponta do iceberg", ele declarou. "Não sabemos onde vai nos levar, mas se trata de uma oportunidade de ouro".
Pode até ser possível conduzir experiências científicas no interior do magma. "Poderíamos estar falando do primeiro observatório de magma instalado no planeta", disse Marsh. "Trata-se de um evento singular, do nosso primeiro contato com as entranhas da Terra, onde vive o magma".
Poderio econômico
Com uma temperatura estimada em cerca de 1.050 graus centígrados, a camada de magma também poderia ser valiosa como uma fonte de calor de alta qualidade para a produção de energia geotérmica.
"Mas a primeira coisa com que devemos nos preocupar é compreender os aspectos científicos", disse Lucien Bronicki, presidente do conselho e vice-presidente de tecnologia da Ormat. Marsh, da Universidade Johns Hopkins, acrescentou que o corpo de magma localizado é grande o suficiente para que seu uso como fonte geradora de energia não interfira com futuras pesquisas científicas na mesma região.
"O poço que escavamos tem as dimensões que uma picada de mosquito teria nas costas de um elefante", ele afirmou.
Tradução: Paulo Migliacci Fonte:terra e National Geographic
Data Evento Local Mortes Número
1138 Aleppo, Síria 230.000
1556 Shaanxi, China 830.000
1737 Sismo Calcutá, Índia 300.000
1755 Sismo/Incêndio/Tsunami Lisboa, Portugal 100.000
1908 Sismo/Enchentes Messina, Itália 100.000
1920 Sismo Gansu, China 200.000
1923 Sismo/Incêndio Kanto, Japão 143.000
1948 Sismo Turcomenistão 110.000
1970 Sismo Peru 66.000
1975 Sismo Haicheng, China 10.000
Sismo de Tangshan de 1976
1976 Sismo Tangshan, China 255.000
1985 Sismo Cidade do México, México 9.500
1988 Sismo Armênia 55.000
2001 Sismo Gujarat, Índia 20.000
2001 Sismo Afeganistão 2.500
2003 Sismo Bam, Irã 31.000
Terramoto do Índico de 2004
2004 Sismo/Tsunami/Sudoeste Asiático/África Oriental 295.000
2005 Sismo Paquistão 86.000
2006 Sismo Índia 6.000
Terremoto de Sichuan de 2008
2008 Sismo Sichuan, China 68.000
Sensores de terremotos
Acontece que esse acelerômetro é também um excelente sensor para detectar terremotos. Com os sensores de terremotos profissionais custando entre US$10.000 e US$100.000,00, uma pesquisadora teve uma idéia inovadora - usar milhares, ou até milhões, de notebooks ao redor do mundo como sensores para detectar e medir a intensidade dos inúmeros terremotos e pequenos tremores que acontecem o tempo todo.
O programa para detectar terremotos roda enquanto a proteção de tela do notebook está ativa. Além de coletar os dados ele mostra pontos onde ocorreram terremotos detectados pela rede.[Imagem: Quake Catcher Network project
A iniciativa está permitindo que se aumente a área de cobertura dos sensores muito além do que seria possível com a instalação de estações medidoras científicas e profissionais. E a custo praticamente zero.
"Com muitos mais sensores baratos, em vez de calcular onde os terremotos mais fortes foram sentidos, por meio da interpolação entre os sensores [profissionais instalados], nós seremos capazes de saber imediatamente onde os grandes abalos foram sentidos porque nós teremos sensores lá," diz a pesquisadora Elizabeth Cochran, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.
Computação distribuída
O projeto, chamado QCN (Quake Catcher Network), já conta com 1.500 notebooks cedidos voluntariamente por seus proprietários, que ficam coletando dados enquanto o aparelho está em funcionamento. A rede já detectou vários tremores de terra, inclusive um terremoto de 5,4 pontos na escala Richter, que ocorreu em Los Angeles em Julho deste ano.
O projeto usa a plataforma Boinc, a mesma utilizada por projetos como o SETI@home, folding@home e LHC@Home - a esse respeito, veja a reportagem Andróides e alienígenas vão se juntar à pesquisa pangaláctica.
O sistema central, que processa os dados recebidos dos notebooks que coletam os dados, efetua uma filtragem, comparando os resultados das máquinas de locais vizinhos para filtrar vibrações que não são originadas de terremotos - como um esbarrão na mesa onde o computador está.
Atualmente o Projeto QCN atribui os dados à localização geográfica informada pelo usuário. No futuro, contudo, à medida que mais computadores venham equipados com GPS, o sistema deverá atingir uma precisão ainda maior.
Hackers do bem
Esse uso inusitado dos acelerômetros dos computadores portáteis foi possível graças ao trabalho de um grupo de hackers do bem chamado teenage mutant ninjas. Em 2005, eles descobriram como acessar o acelerômetro em computadores Apple. Um ano mais tarde, David Griscom fez um programa chamado SeisMac, apresentado como uma ferramenta educacional para um grupo de sismólogos dos Estados Unidos.
Elisabeth teve a idéia de integrar o SeisMac à plataforma Boinc, o que foi feito por Carl Christensen, um especialista em computação distribuída. A primeira versão foi lançada em Março deste ano e, em Abril, a rede já detectou o seu primeiro terremoto.
Christensen agora está trabalhando na integração de sensores stand-alone, que poderão ser conectados a computadores de mesa, que não possuem os acelerômetros integrados, por meio de uma porta USB. Os sensores USB custam cerca de US$30,00 cada um, o que faz os pesquisadores acreditarem que será possível expandir sua rede rastreadora de terremotos por toda a Terra.
23:12:38,4 (UTC) ou 20:12 horário local.Estação de FOR1 registrou o evento. Magnitude 2.2
Participei do Operations and Maintenance Workshope em Viena e a melhor coisa foi conhecer o nosso patrício Nicolau da Universidade de Azores.



